7 jun. 2007

Erros meus, má fortuna, amor ardente

Este soneto é citado e reproducido no libro de S.Lamas que comento nestes días. E creo que moi a conto co tema do seu estudo. Ademais, Ferrín abre o seu poema "Triste Stephen" cun verso deste poema: "Errei todo o discurso dos meus anos..."

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!


Luís de Camões

En poleiro alleo

* Himnos (Bieito Iglesias, ECG)

* O labor ambiental de Al Gore merece o Príncipe de Asturias (El País)

* Admitida a demanda contra o historiador Dionisio Pereira (EP)

* "Europa segue sendo Kafka" (entrevista de Juan Cruz con Carlos Fuentes, EP)